
Leandro Moreira
Os dois candidatos a prefeito de Anchieta relataram à reportagem as suas avaliações do resultado da pesquisa eleitoral divulgada ontem pelo Aqui Notícias. Os concorrentes à prefeitura litorânea são Renato Lorencini (PSB), apoiado pelo prefeito Edival Petri (PSDB), e Marquinhos (PTB).
A pesquisa foi realizada pelo Ipeses, sob encomenda do Grupo Folha do Caparaó. Os dados foram encaminhados à Justiça Eleitoral, a conferir pelo protocolo de nº ES-00033/2012. A margem de erro é de 5% para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
“Número nos anima a continuar”
Renato Lorencini (PSB), candidato a prefeito de Anchieta, disse à reportagem que os números da pesquisa divulgada ontem pelo Aqui Notícias são animadores. O socialista da coligação ‘Pra Frente Anchieta” é o nome apoiado pelo prefeito Edival Petri (PSDB).
“Estou muito feliz com os números. Temos apenas um mês fazendo campanha e a nossa candidatura foi lançada há uma semana. Tem gente que está neste trabalho há um ano e meio”, disse, referindo-se ao seu adversário Marquinhos (PTB).
Renato acrescentou que está satisfeito com a acolhida de seu nome pela população, que, segundo ele, quer a continuidade das ações iniciadas pela administração do prefeito Edival Petri.
“Recebo este resultado com muita humildade. Estamos indo de casa em casa; quando pode, o prefeito participa conosco. Dando prosseguimento a este trabalho, vamos crescer ainda mais nesses números”, acredita.
Na pesquisa, Renato apresentou rejeição superior a de Marquinhos, sendo 19,4% contra 13,6%. Ele atribui este fator à falta de conhecimento e ao eleitorado de seu adversário. “A rejeição é automática. Naturalmente, as pessoas que votam nele irão me rejeitar; e também têm aquelas que não me conhecem. Mas, a diferença é pequena e as pessoas estão nos conhecendo”, avaliou o candidato.
Marquinhos acredita que está melhor que os números divulgados
O candidato de oposição Marquinhos (PTB) avaliou o resultado da pesquisa como favorável à sua campanha e acredita que a sua situação na corrida eleitoral está melhor do que a realidade trazida pela pesquisa divulgada nesse periódico.

“Na minha avaliação, a nossa situação está favorável. Afinal, a nossa candidatura vai se consolidar somente amanhã (hoje), com o seu lançamento. Ou seja, ainda não estamos visualmente nas ruas e já coseguimos ultrapassar o nosso adversário. Estamos crescendo”, disse.
Marquinhos informou que o lançamento de sua candidatura e a inauguração do comitê acontece hoje, às 18h00, na praça São Pedro, onde estarão presentes o senador Ricardo Ferraço (PMDB), o deputado federal Manato (PDT) e demais autoridades.
“Pela a conversa e a acolhida que temos com a população líderes comunitários, avaliamos que a nossa situação é melhor do que a pesquisa diagnosticou. Acho que estamos muito além”, divergiu.
Segundo o petebista, a sua campanha pode ganhar o apoio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). “Ele ainda não se manifestou definitivamente, mas está muito simpático à nossa campanha”, antecipou.
Análise
Leandro Moreira
Todas as intempéries e os diversos quilômetros de caminhadas as quais se submetem os políticos que tentam mandato têm que ser também um enfrentamento do prefeito Edival Petri (PSDB) nas eleições deste ano. E essa dedicação constante é necessária para fazer o seu sucessor no município, na pessoa de Renato Lorencini (PSB), já que o pleito segue empatado.
De acordo com a pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Ipeses, por encomenda do jornal Aqui Notícias, o candidato da oposição Marquinhos (PTB) e Lorencini estão no mesmo patamar, no que diz respeito às intenções de voto dos eleitores anchietenses, a considerar a margem de erro de 5%.
A aprovação popular do prefeito Edival Petri é alta na cidade, e, sem dúvida, ele venceria estas eleições, caso fosse o candidato. Mas, não é o caso. Como consta na pesquisa, além do empate técnico, Renato carrega consigo uma rejeição superior a de Marquinhos, que tem mais estrada.
Cabe destacar que Renato chefiou a pasta de Infraestrutura na gestão de Petri, coordenando investimentos da ordem de R$ 100 milhões. Dois fatores podem justificar a sua rejeição: primeiro, o pouco tempo para se tornar conhecido no município – o que demonstra que o sucessor não foi escolhido em tempo hábil -; segundo, a fixação da rejeição do próprio governo.
Porém, o caminho se mostra livre para os dois candidatos, pois a pesquisa diagnosticou que quase a metade (43,9%) dos 367 entrevistados não rejeita nenhum dos dois. Porém, existe um sério agravante para o petebista: a influência do prefeito na decisão de voto dos eleitores de Anchieta. A pesquisa apontou que 50,8% votam em um candidato apoiado por Edival.
Como registrado no início do texto, Edival tem que caminhar e pedir voto como se fosse ele o candidato, no que diz respeito ao empenho. A apresentação de Renato e a associação da imagem do prefeito ao candidato podem ser o caminho para abrir uma frente de vantagem e reduzir a rejeição.
É possível flagrar o envolvimento do tucano na campanha de Lorencini. Afinal, chegar ao segundo mandato com o governo aprovado por mais de 80% da população e com o poder de transferir a metade dos votos não é um estágio alcançado por muitos políticos, por isso, é preciso anular as chances de queda.
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